
Com franqueza, estar desiludida com alguém provoca-me algum desassossego. É que nem estou chateada, estou mesmo desiludida e desanimada.
A grande questão é: Estou a sentir-me assim por culpa de outro ou por minha culpa?!
Por ter caído na “conversa do ladrão” que tanto me iludiu.
Fiquei mais do que chateada, fiquei magoada, quebrada, desanimada, ofendida e por fim, irritada comigo por ter desculpado ou arranjado justificações cada vez que me atirava areia para os olhos.
Fechei os olhos, tapei os ouvidos e calei-me (o que parece impressionante em mim) a muita coisa. Estava a por á prova a minha sanidade ou não.
Desculpas, mais desculpas para a inércia das pessoas. Quando têm muito, muito dinheiro, uma auto-estima exagerada e um egocentrismo/egoísmo despropositado pensam que os outros vão estar sempre lá, não os deixam, não os confrontam.
Resumindo, são ou pensam que são os nossos donos e desta maneira conseguem sempre magoar, apagar, e acabar com o sentimento puro e bom que é amar alguém.
Que confusão, mais uma vez estou a falar com o coração.
Apenas sei que quando estamos apaixonados nada vimos e acreditamos em tudo. Desafiamos o mar, o vento, a terra e o sol, tudo e todos ate a própria gravidade e o que tínhamos por certo na vida desaparece. Não pensamos nas consequências.





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