14 de maio de 2008

O meu Farrusquinho

O meu Farrusquinho...

Há dois anos, numa bela tarde de Domingo, uma vizinha do Ameal foi bater á nossa porta. No seus braços estava um cachorrinho de 2/3 semanas. Tinha-o encontrado a vaguear sozinho e perdido na estrada que fica ao lado da minha casa. Como tenho cães, pensou que era meu e que numa distracção nossa tinha passado pela cerca, mas não, não foi isso que aconteceu...abandonaram o cachorrinho á sua sorte numa estrada bastante movimentada e que a velocidade limite nem sempre é cumprida.

Enquanto contava o sucedido ao meu papy e de este dizer que não era nosso, a vizinha poisou o pequenote no chão que foi logo a correr para os braços da minha mamy...
Como já se pode adivinhar, não conseguimos abandonar aquele pequenote á sua sorte...e assim acrescentamos mais um membro á nossa família...o nosso terceiro menino.

Depois de ele ser aceite na família, a minha mamy telefonou-me entusiasmada mas ao mesmo tempo preocupada...uma coisa é ter um cão, outra é ter dois...mas três é incrivelmente trabalhoso e dispendioso. Mas tudo isto é ultrapassado quando os amamos.

Mal desliguei o telefone, preparei a minha casa de Lisboa, á qual chamo de creche para os meus meninos, pois sempre que temos um cachorrinho ficam aqui para crescerem e terem todas as vacinas exigidas até poderem estar em contacto com outros cães.
E assim, eu fico responsável por tudo, por limpar todas as asneiradas e porcarias, de os ensinar, de os mimar e de brincar muito com eles.
Quando ele chegou aos meus braços, era tão pequeno e com os olhos tão azuis...tão fofo.
Era o meu menino mais querido...andava sempre a brincar e a fazer asneiradas...ainda me lembro de ele andar pela casa com a taça de água cheia na boca...nem é preciso dizer como é que acabou esta asneirada...pois é, acabou com uma esfregona a limpar o chão todo e com grandes risadas...aquele maluco...

Era muito companheiro, amigo e protector, não só nosso como também do seu amigo inseparável Tobias. Estava sempre a brincar, a dar saltos extraordinários, era extraordinário...até ao dia que o azar bateu á sua porta e roubo-nos o nosso amigo. Amigo que nunca me esquecerei e por ele ainda hoje derramo algumas lágrimas e suspiros. Mas não falemos de coisas tristes...hoje no seu suposto, segundo aniversário só quero recordar de coisas boas.

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